
Estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde) demonstram que treze milhões de crianças com idade entre cinco e quinze anos são acometidas por miopia, astigmatismo e hipermetropia, também conhecidos por erros refrativos.
Como consequência da falta de correção dos erros refrativos "aparecem as dificuldades escolares para estas crianças e adolescentes, causando o sério problema da inclusão", explica Keila Monteiro de Carvalho, médica oftalmologista, Professora Titular de Oftalmologia da UNICAMP, Coordenadora do Serviço de Estrabismo, Oftalmologia Pediátrica e Visão Subnormal do HC - FCM/UNICAMP.
Quando pais e professores conseguem perceber que o baixo rendimento escolar pode estar sendo causado pelas dificuldades em enxergar, a qualidade de vida destas crianças começa a melhorar como um todo.
Como a dificuldade visual muitas vezes não é relatada espontaneamente pela criança, é necessário ficar atento aos sintomas indiretos:
- Olhos vermelhos
- Lacrimejamento
- Apertar de olhos
O que fazer quando o diagnóstico apresentado é de visão subnormal?
As doenças mais comuns causadoras da baixa visão e visão subnormal são a catarata congênita (mesmo operada), seguida da coriorretinite macular bilateral (cicatriz no fundo de olho) e más formações oculares.
Se após a correção óptica dos erros de refração, com óculos ou lentes de contato a criança continuar com baixa visão ou visão subnormal, "é necessário fazer uso dos recursos ópticos", esclarece Keila.
Eles serão de máxima importância para auxiliar na execução de suas tarefas de vida diária, no aprendizado escolar e no relacionamento social (reconhecimento de pessoas).
Ainda sobre os recursos ópticos, a oftalmologista ressalta que "eles significam comprovadamente criança com menos limitações na inserção social e educacional".
Os recursos ópticos mais prescritos podem ser:
Para perto:
- Óculos com fortes graus para propiciar efeito de magnificação da imagem
- Adições fortes em bifocais especiais colados
- Lentes asféricas
- Lupas manuais ou de foco fixo
Para longe:
- Sistemas telescópicos e recursos eletrônicos de ampliação da imagem
Sobre a situação das crianças carentes que apresentam este quadro, Keila Carvalho conclui que "é necessário atuar com uma ação social para que os escolares carentes possam adquirir os auxílios e dessa forma concretizar as prescrições".
Sobre a médica
Keila Monteiro de Carvalho, médica oftalmologista, Professora Titular de Oftalmologia da UNICAMP, Coordenadora do Serviço de Estrabismo, Oftalmologia Pediátrica e Visão Subnormal do HC - FCM/UNICAMP
Fonte: Malu Reda · malu_reda@yahoo.com.br
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